“A renovada imagem do Brasil, agora como protagonista da cena mundial, é desvanecedora para os brasileiros. Nosso país conquista finalmente seu espaço internacional, graças ao desenvolvimento de potencialidades internas e externas e a consistência com que seus governos mantêm as linhas macroeconômicas, com trunfos pelos quais supera os demais países do grupo dos Bric”. Quem pensou que esse parágrafo foi extraído de algum texto de partidários do presidente Lula vai se surpreender ao saber que trata-se de editorial da Zero Hora deste último domingo.
O periódico gaúcho, tantas vezes crítico ferrenho do governo federal, teve de parafrasear na edição de domingo 15, a renomada revista britânica The Economist. Ela afirma taxativamente que o Brasil aponta para crescimento tamanho que alcançará, em breve, o posto de uma das cinco potências econômicas mundiais.
Além de elogiar o governo Lula, pelo fato de ter sido exemplar no comando da economia, fazendo com que entrasse tardiamente na crise mundial e saísse antes dos demais países, sentenciou: “O Brasil já havia sido democrático antes, havia tido crescimento econômico e vivera períodos de inflação baixa, mas nunca essas três coisas ao mesmo tempo”.
Com esse enfoque, a revista britânica dá mostras ao mundo que o nosso país passa a ser líder mundial ao lado dos EUA, China e outras potências. Esse cenário promissor deve nos levar à reflexão sobre como aproveitaremos as oportunidades que se avizinham, a partir de uma região que tem muito a crescer economicamente.
Nesse sentido, percebemos várias empresas agindo como pioneiras em áreas futuristas, como podemos citar o exemplo da Metalúrgica Freisleben de Santa Rosa. Ela patenteou o direito de produzir turbinas para gerar energia eólica, no intuito de não ficar produzindo apenas componentes para máquinas agrícolas, considerando que esse setor sofre com a queda nas exportações. Portanto, um bom exemplo a seguir.
Sugiro ainda quea nossos empreendedores e demais lideranças: aproveitem mais as nossas feiras agrícolas, comerciais e industriais para além de exporem o que produzimos, abram-se fóruns de debates sobre o atual momento conjuntural positivo, prospectando um futuro melhor para todos. Se isso não é possível concomitantemente às feiras, que suas coordenações promovam debates preparatórios, sob pena de sermos muito obreiros e pouco reflexivos.
JEFERSON FERNANDES
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segunda-feira, 16 de novembro de 2009
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
A METADE NORTE DO RS SINALIZA MELHORAS

A partir de 2005 quando fizemos parte do movimento que unificou a metade norte do Rio Grande do Sul em torno da luta pelo ensino público federal, percebemos o quanto há de semelhanças nos avanços e limites dos municípios que compõem esta extenso território gaúcho.
A principal característica da metade norte é a produção a partir da agricultura familiar. Os limites se dão no que diz respeito à agregação de renda para as famílias e na manutenção das novas gerações no meio rural. São poucas as indústrias para gerar emprego e distribuir a renda.
Segundo o economista Márcio Pochmann, presidente do Instituto de Política Econômica Aplicada – IPEA, o ideal para pensar o futuro do Rio Grande do Sul é organizá-lo a partir de três grandes regiões: sul, norte e nordeste. Esta última englobando a serra gaúcha e a região metropolitana, apesar de representar apenas 10% do território, concentra 60% da população e o seu PIB ultrapassa 50% do total.
Temos de evitar o maniqueísmo entre a região desenvolvida e as outras duas, atrasadas economicamente. Mas, ao mesmo tempo, o desafio é o de encontrar alternativas que evitem concentração dum lado e exclusão e pobreza do outro. Há de se buscar a harmonia no progresso do Rio Grande.
O governo federal tem sido o principal ator no desenvolvimento da metade norte, apostando no conhecimento. Isso pode ser medido através da construção de 5 campus dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia – IFETS, 2 extensões da UFSM para Palmeira das Missões e Frederico Westfalen, 1 nova Universidade Federal com campus em Erechim e Cerro Largo – UFFS. Os pólos da Universidade Aberta do Brasil que se encontram em Três Passos, Três de Maio, Cerro Largo, Panambi e Cruz Alta também estão permitindo o acesso ao terceiro grau para milhares de pessoas dessa grande região. Sem contar outros milhares beneficiados com o PROUNI.
A agricultura de economia familiar passa a ter um mercado consumidor especial que é a aquisição de seus produtos para merenda escolar, por exemplo. A habitação tem recebido incrementos vultuosos através da política de financiamento da Caixa Econômica Federal. As rodovias federais estão sendo recuperadas. Também merece destaque especial, o hospital público que o Ministério da Saúde está projetando para a região de Palmeira das Missões. Na ligação internacional temos abertura do processo de estudo em torno da viabilidade duma ponte interligando Brasil e Argentina. Também crescem os projetos de geração de energias renováveis.
Portanto, há muitas oportunidades surgindo que precisam ser bem dimensionadas e aproveitadas. Nesse sentido, entendemos que o papel das lideranças é o de articular os diferentes setores em torno dos grandes projetos que realmente vão desenvolver a metade norte do RS. As instituições de ensino antigas e as novas tem de apontar o futuro com pesquisa e extensão. O otimismo deve nos entusiasmar e o conhecimento nos fazer planejar o agir.
Jeferson Oliveira Fernandes é advogado e assessor parlamentar.
sábado, 8 de agosto de 2009
Criação do Instituto Federal Tecnológico em Santa Rosa
QUEM TRABALHOU PARA IMPLANTAR O IFET EM SANTA ROSA
l
ADSR - Agência Desenvolvimento de Santa Rosa: Fernando Borella
Dep.Bon Gass: Jeferson Fernandes
Prefeitura Municipal de Santa Rosa: Paulo Engel
ADSR: Sérgio Oliveira
ACISAP: Vitor de Conti
AMGSR: Aldi Brandão
COREDE: Pedro Buttenbender
Câmara Municipal de Vereadores: Valmor Burkle
CEFET São Vicente: Adilson
Sindicato dos Trabalhadores: José Seger
Sindicato dos Empregadores: Valdir Carpenedo
Poder Executivo Municipal de Santa Rosa: Marli Rosek
17ª Coordenadoria Regional de Educação: Vanderli
M.D.A. Orlando Desconsi
Ações Estratégicas:
1 º Reunião do Grupo de Trabalho (GT)
Local: ACISAP
Data: 08/10/2007
Horário: 14 hs às 16 hs
Pauta:
1-Cronograma de atividades:
Evento: Simpósio
Data: 15/10/2007
Local: Centro Administrativo Parque de Exposições
Horário: 09 h às 12 h.
Obs: será realizada a apresentação dos cursos já indicados pelas entidades.
Evento: Audiência Pública
Data: 25/10/2007
Local: Centro Cívico
Hora: 19h30min às 22h00min
2-Discussão e esclarecimentos sobre temas relevantes
a) Caráter dos cursos (concomitante e subseqüente)
b) Formas de acesso (vestibular)
c) Sobre os setores já definidos (agroindústria e serviços)
Plano de Ação da UNIDADE FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLOGICA FRONTEIRA NOROESTE
COORDENADORES: Fernando Borella, Jéferson Fernandes e Paulo Engel.
Diretriz Estratégica (Ação): Consolidar Simpósio e Audiência Pública para escolha dos Cursos da UNIDADE FEDERAL TECNOLOGICA FRONTEIRA NOROESTE
04/10/2007
9 hs às 12 hs
Sala da Agência Desenvolvimento - ACI
Borella, Jéferson e Paulo.
Definir estratégias de articulação
Reunião do Grupo de trabalho (GT)
Agendar sala e avisar os componentes.
08/10/2007
14 hs até 16 hs
ACISAP - sala Auditório
Borella, Jéferson e Paulo.
Definição dos 10 cursos para a votação em audiência pública.
Realização de um Simpósio
Agendar sala e avisar o GT.
15/10/2007
09:00hs às 12:00hs
Centro Administrativo
Parque Municipal de Exposições
Grupo de Trabalho (GT)
Jéferson, Paulo, Borella
Explanação dos 10 cursos por pessoas entendidas do setor.
Realização da Audiência Pública
Agendar sala e avisar a comunidade e entidades.
25/10/2007
19:30 hs às 22:30 hs
Centro Cívico Cultural Antonio Carlos Borges
Grupo de Trabalho (GT)
Jéferson, Paulo, Borella
Definição dos 4 cursos indicados em ordem prioritária.
l
ADSR - Agência Desenvolvimento de Santa Rosa: Fernando Borella
Dep.Bon Gass: Jeferson Fernandes
Prefeitura Municipal de Santa Rosa: Paulo Engel
ADSR: Sérgio Oliveira
ACISAP: Vitor de Conti
AMGSR: Aldi Brandão
COREDE: Pedro Buttenbender
Câmara Municipal de Vereadores: Valmor Burkle
CEFET São Vicente: Adilson
Sindicato dos Trabalhadores: José Seger
Sindicato dos Empregadores: Valdir Carpenedo
Poder Executivo Municipal de Santa Rosa: Marli Rosek
17ª Coordenadoria Regional de Educação: Vanderli
M.D.A. Orlando Desconsi
Ações Estratégicas:
1 º Reunião do Grupo de Trabalho (GT)
Local: ACISAP
Data: 08/10/2007
Horário: 14 hs às 16 hs
Pauta:
1-Cronograma de atividades:
Evento: Simpósio
Data: 15/10/2007
Local: Centro Administrativo Parque de Exposições
Horário: 09 h às 12 h.
Obs: será realizada a apresentação dos cursos já indicados pelas entidades.
Evento: Audiência Pública
Data: 25/10/2007
Local: Centro Cívico
Hora: 19h30min às 22h00min
2-Discussão e esclarecimentos sobre temas relevantes
a) Caráter dos cursos (concomitante e subseqüente)
b) Formas de acesso (vestibular)
c) Sobre os setores já definidos (agroindústria e serviços)
Plano de Ação da UNIDADE FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLOGICA FRONTEIRA NOROESTE
COORDENADORES: Fernando Borella, Jéferson Fernandes e Paulo Engel.
Diretriz Estratégica (Ação): Consolidar Simpósio e Audiência Pública para escolha dos Cursos da UNIDADE FEDERAL TECNOLOGICA FRONTEIRA NOROESTE
04/10/2007
9 hs às 12 hs
Sala da Agência Desenvolvimento - ACI
Borella, Jéferson e Paulo.
Definir estratégias de articulação
Reunião do Grupo de trabalho (GT)
Agendar sala e avisar os componentes.
08/10/2007
14 hs até 16 hs
ACISAP - sala Auditório
Borella, Jéferson e Paulo.
Definição dos 10 cursos para a votação em audiência pública.
Realização de um Simpósio
Agendar sala e avisar o GT.
15/10/2007
09:00hs às 12:00hs
Centro Administrativo
Parque Municipal de Exposições
Grupo de Trabalho (GT)
Jéferson, Paulo, Borella
Explanação dos 10 cursos por pessoas entendidas do setor.
Realização da Audiência Pública
Agendar sala e avisar a comunidade e entidades.
25/10/2007
19:30 hs às 22:30 hs
Centro Cívico Cultural Antonio Carlos Borges
Grupo de Trabalho (GT)
Jéferson, Paulo, Borella
Definição dos 4 cursos indicados em ordem prioritária.
DESENVOLVIMENTO REGIONAL
1. Considerações iniciais.
Muito tem sido falado sobre desenvolvimento regional, contudo pouco se problematiza em torno do tema. É comum ignorar-se a complexidade cultural, econômica, social e ideológica dentro de cada região. Trabalha-se, na maioria das vezes, na lógica de que todas as pessoas se esforçam para um determinado tipo de desenvolvimento, focado especialmente no aspecto econômico.
Na presente exposição, problematizaremos em torno do tema, trazendo diferentes conceitos de desenvolvimento, as diferentes formas de regionalizações, exemplificaremos com alguns projetos que estão dando certo e por fim, trabalharemos a lógica do desenvolvimento a partir da ótica da classe trabalhadora.
2. Conceitos de Desenvolvimento.
Etimologicamente falando, o termo traduz a idéia de “desenrolar” aquilo que está “enrolado”. Imaginemos um novelo de lã que começa a soltar seu fio. Ele se desenvolve, dá sentido à sua existência. Portanto, se falamos de desenvolvimento de determinada região é porque ela apresenta-se com limitações nos seus mais variados setores.
O problema de apontar caminhos para resolver as limitações é o da concepção em torno do tipo de desenvolvimento que se almeja. Há o entendimento tradicional de que basta crescer economicamente para sermos desenvolvidos. Não interessando as consequências sociais e ambientais. O Brasil experimentou esse modelo especialmente nos governos Vargas, Juscelino Kubicheki e no período da ditadura militar.
A lógica era “crescer o bolo” para depois dividir. Cresceu, cresceu e nunca houve a prometida divisão. Além disso, as consequências ambientais e sociais estão sendo sentidas com intensidade absurda no nosso país e no mundo. Estamos falando do desenvolvimentismo a qualquer custo, no qual o estado exerceu papel decisivo em favor do capital nacional.
A partir de meados da década de 1980, o mundo começou a experimentar a idéia do desenvolvimento com estado mínimo. A “mão invisível” do estado deveria reger a economia. O equilíbrio social se daria de forma natural. O Brasil adotou esse modelo a partir do governo Collor, o que ganhou ênfase nos 8 anos de FHC.
Perante os sinais visíveis de fracasso do modelo neoliberal, muitos teóricos, mesmo que capitalistas, passaram a adotar o discurso do desenvolvimento sustentável. Esse modelo estaria assentado na lógica do crescimento, contudo, harmonizado com o desenvolvimento social e ambiental. A nosso ver, trata-se de um avanço na conceituação até então utilizada, mas mostra-se em permanente disputa, visto que até grandes empresas transnacionais adotam essa lógica como filosofia mercadológica.
3. Noções de regiões.
Um equívoco comum ao tratar-se do tema desenvolvimento regional é não estabelecer ligações de uma região com outra. Não há como imaginar, especialmente num período de globalização, uma região desenvolvendo-se como se fosse uma ilha. Necessariamente tem de haver um projeto para além da área geográfica que se vive.
Portanto temos de trabalhar com a lógica de que o mundo precisa de um projeto de desenvolvimento que supere este que atualmente hegemoniza, visto que ele não atende os interesses da maioria, por conseguinte, estamos desafiados a pensar planos de desenvolvimento para o nosso continente, para a América Latina, para o Mercosul, para o Brasil, nossa mesorregião, estado do Rio Grande do Sul, microregiões e nossos municípios.
Se a esquerda não se preocupar com projetos regionais, a direita sempre os terá. Lembremos-nos da ALCA – Área de Livre Comércio das Américas. Tratava-se da defesa de um projeto de desenvolvimento de uma região, a partir do interesse de um país (EUA) e de várias empresas lá instaladas.
3.1 Exemplos de regionalizações.
· MERCOSUL;
· MESORREGIÃO;
· COREDES;
· ASSOCIAÇÕES DE MUNICÍPIOS;
· MUNICÍPIOS;
· DISTRITOS, ZONAS, BAIRROS, ETC.
3.2 Exemplos de projetos regionais.
Podemos apresentar experiências de nível local e regional para comprovar que é possível desenvolver projetos com a mais ampla participação possível, a partir de conceitos inovadores que não os apegados à lógica do livre mercado.
A partir da gestão participativa que os sucessivos governos populares colocaram em prática em Porto Alegre, capitaneada especialmente pelo Orçamento Participativo, a esquerda mundial viu como possível a idéia de o estado ser indutor dum desenvolvimento descentralizado e com participação direta da população. Dessas experiências é que a Capital dos gaúchos sediou o Fórum Social Mundial sob a o lema: Um Outro Mundo é Possível.
No Estado do Rio Grande do Sul trabalhou-se com a lógica do desenvolvimento regional, a partir do Orçamento Participativo, o que, no nosso entendimento, foi um grande avanço, mas com limites do ponto de vista do estabelecimento de uma estratégia mais duradoura. Ficamos muito adstritos ao processo de atendimento de demandas e não conjugamos isso com um plano de médio e longo prazos.
Agora, no governo Lula, apontamos dois exemplos importantes que trabalham a lógica de um desenvolvimento regional, destacamos os Territórios da Cidadania do MDA e nova Universidade Federal da Fronteira Sul. Trata-se de projetos que contemplam anseios de regiões com certas estagnações e dão mostra da possibilidade de trabalhar acordos entre diferentes atores e atrizes das regiões.
4. Condições para disputar projeto de desenvolvimento.
4.1 Ter um projeto estratégico de desenvolvimento.
4.2 Estabelecer as bases dum desenvolvimento regional:
Planejamento de curto, médio e longo prazo, a partir de uma visão de futuro – defender melhora na infra-estrutura, conhecimento (pesquisa, novas tecnologias)
Muito tem sido falado sobre desenvolvimento regional, contudo pouco se problematiza em torno do tema. É comum ignorar-se a complexidade cultural, econômica, social e ideológica dentro de cada região. Trabalha-se, na maioria das vezes, na lógica de que todas as pessoas se esforçam para um determinado tipo de desenvolvimento, focado especialmente no aspecto econômico.
Na presente exposição, problematizaremos em torno do tema, trazendo diferentes conceitos de desenvolvimento, as diferentes formas de regionalizações, exemplificaremos com alguns projetos que estão dando certo e por fim, trabalharemos a lógica do desenvolvimento a partir da ótica da classe trabalhadora.
2. Conceitos de Desenvolvimento.
Etimologicamente falando, o termo traduz a idéia de “desenrolar” aquilo que está “enrolado”. Imaginemos um novelo de lã que começa a soltar seu fio. Ele se desenvolve, dá sentido à sua existência. Portanto, se falamos de desenvolvimento de determinada região é porque ela apresenta-se com limitações nos seus mais variados setores.
O problema de apontar caminhos para resolver as limitações é o da concepção em torno do tipo de desenvolvimento que se almeja. Há o entendimento tradicional de que basta crescer economicamente para sermos desenvolvidos. Não interessando as consequências sociais e ambientais. O Brasil experimentou esse modelo especialmente nos governos Vargas, Juscelino Kubicheki e no período da ditadura militar.
A lógica era “crescer o bolo” para depois dividir. Cresceu, cresceu e nunca houve a prometida divisão. Além disso, as consequências ambientais e sociais estão sendo sentidas com intensidade absurda no nosso país e no mundo. Estamos falando do desenvolvimentismo a qualquer custo, no qual o estado exerceu papel decisivo em favor do capital nacional.
A partir de meados da década de 1980, o mundo começou a experimentar a idéia do desenvolvimento com estado mínimo. A “mão invisível” do estado deveria reger a economia. O equilíbrio social se daria de forma natural. O Brasil adotou esse modelo a partir do governo Collor, o que ganhou ênfase nos 8 anos de FHC.
Perante os sinais visíveis de fracasso do modelo neoliberal, muitos teóricos, mesmo que capitalistas, passaram a adotar o discurso do desenvolvimento sustentável. Esse modelo estaria assentado na lógica do crescimento, contudo, harmonizado com o desenvolvimento social e ambiental. A nosso ver, trata-se de um avanço na conceituação até então utilizada, mas mostra-se em permanente disputa, visto que até grandes empresas transnacionais adotam essa lógica como filosofia mercadológica.
3. Noções de regiões.
Um equívoco comum ao tratar-se do tema desenvolvimento regional é não estabelecer ligações de uma região com outra. Não há como imaginar, especialmente num período de globalização, uma região desenvolvendo-se como se fosse uma ilha. Necessariamente tem de haver um projeto para além da área geográfica que se vive.
Portanto temos de trabalhar com a lógica de que o mundo precisa de um projeto de desenvolvimento que supere este que atualmente hegemoniza, visto que ele não atende os interesses da maioria, por conseguinte, estamos desafiados a pensar planos de desenvolvimento para o nosso continente, para a América Latina, para o Mercosul, para o Brasil, nossa mesorregião, estado do Rio Grande do Sul, microregiões e nossos municípios.
Se a esquerda não se preocupar com projetos regionais, a direita sempre os terá. Lembremos-nos da ALCA – Área de Livre Comércio das Américas. Tratava-se da defesa de um projeto de desenvolvimento de uma região, a partir do interesse de um país (EUA) e de várias empresas lá instaladas.
3.1 Exemplos de regionalizações.
· MERCOSUL;
· MESORREGIÃO;
· COREDES;
· ASSOCIAÇÕES DE MUNICÍPIOS;
· MUNICÍPIOS;
· DISTRITOS, ZONAS, BAIRROS, ETC.
3.2 Exemplos de projetos regionais.
Podemos apresentar experiências de nível local e regional para comprovar que é possível desenvolver projetos com a mais ampla participação possível, a partir de conceitos inovadores que não os apegados à lógica do livre mercado.
A partir da gestão participativa que os sucessivos governos populares colocaram em prática em Porto Alegre, capitaneada especialmente pelo Orçamento Participativo, a esquerda mundial viu como possível a idéia de o estado ser indutor dum desenvolvimento descentralizado e com participação direta da população. Dessas experiências é que a Capital dos gaúchos sediou o Fórum Social Mundial sob a o lema: Um Outro Mundo é Possível.
No Estado do Rio Grande do Sul trabalhou-se com a lógica do desenvolvimento regional, a partir do Orçamento Participativo, o que, no nosso entendimento, foi um grande avanço, mas com limites do ponto de vista do estabelecimento de uma estratégia mais duradoura. Ficamos muito adstritos ao processo de atendimento de demandas e não conjugamos isso com um plano de médio e longo prazos.
Agora, no governo Lula, apontamos dois exemplos importantes que trabalham a lógica de um desenvolvimento regional, destacamos os Territórios da Cidadania do MDA e nova Universidade Federal da Fronteira Sul. Trata-se de projetos que contemplam anseios de regiões com certas estagnações e dão mostra da possibilidade de trabalhar acordos entre diferentes atores e atrizes das regiões.
4. Condições para disputar projeto de desenvolvimento.
4.1 Ter um projeto estratégico de desenvolvimento.
4.2 Estabelecer as bases dum desenvolvimento regional:
Planejamento de curto, médio e longo prazo, a partir de uma visão de futuro – defender melhora na infra-estrutura, conhecimento (pesquisa, novas tecnologias)
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